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jan 2016“Ínclita Geração”

Isabel Stilwell

Autor: Isabel Stilwell é jornalista e escritora. Desde o Diário de Notícias, onde começou aos 21 anos, que contribui de forma essencial para o jornalismo português. Fundou e dirigiu a revista Pais & Filhos, foi diretora da revista Notícias Magazine durante 13 anos e diretora do jornal Destak até ao final do ano de 2012, entre muitos outros projetos. Paralelamente escreveu vários livros de ficção, contos e histórias para crianças, mas a sua grande paixão por romances históricos revelou-se em 2007, com o bestseller "Filipa de Lencastre", a que se seguiram "Catarina de Bragança" e "D. Amélia", com crescente sucesso. Em abril de 2012, foi a vez de "D. Maria II", que vendeu mais de 45 mil exemplares, e mereceu uma edição especial para o mercado brasileiro. Em outubro de 2013 lança um novo romance histórico intitulado "Ínclita Geração", sobre a vida de Isabel de Borgonha, filha de D. Filipa de Lencastre, e em maio de 2015 publica o seu mais recente livro sobre a mãe do nosso primeiro rei, "D. Teresa". Em julho de 2015 viu traduzido para inglês o seu primeiro romance histórico, "Philippa of Lancaster - English Princess, Queen of Portugal".

Mais recentemente mantém a crónica, todos os sábados, no Jornal i, sobre os mais diversos tópicos da atualidade. Escreve, também, para a revista Máxima, tendo uma das suas peças sobre a adoção em Portugal ("Não amam nem deixam amar", em conjunto com a jornalista Carla Marina Mendes) sido distinguida com o 1º Prémio de jornalismo “Os Direitos da Criança em Notícia”. Continua a colaborar mensalmente com a revista Pais & Filhos, e quando não está a escrever, vira diariamente os "Dias do Avesso" em conversa com Eduardo Sá, na Antena 1.
No tempo que lhe sobra de crónicas, entrevistas, livros infantis e conferências para os mais velhos, e os mais novos, dedica-se a investigar e a escrever o seu próximo romance histórico.

Resumo: Era feita de luzes e de sombras. O pintor flamengo Van Eyck havia entendido a sua essência como ninguém e pintado as linhas do seu rosto e o seu carácter, em dois quadros distintos, para mostrar ao noivo Filipe III, duque da Borgonha. Um feito de luzes, outro feito de sombras. Isabel, tal como a sua mãe, D. Filipa de Lencastre, casava tarde. E a ideia de deixar Portugal, o pai envelhecido, os cinco irmãos em constante desacordo, e Lopo, irmão de leite e melhor amigo, para partir para um país longínquo e gelado atormentava-lhe o coração. Era a terceira mulher de Filipe, já duas vezes viúvo, esperava vir a dar-lhe o herdeiro legítimo de que Borgonha tanto precisava. A sua fama de mulherengo atravessava fronteiras… Mas Isabel sabia que nascera para cumprir um destino, ser a Estrela do Norte, que firme no céu indica o caminho. Saberia mudá-lo, torná-lo num homem diferente, acreditava Isabel. Na manga levava um trunfo que apenas partilhava com o seu irmão Henrique e com o seu fiel Lopo, na esperança de se tornar senão amada, pelo menos indispensável. Mas ao longo da sua vida, as sombras foram ganhando terreno e os acontecimentos precipitaram-se numa espiral que Isabel não conseguia travar e de que apenas o seu filho a podia salvar. Este romance traz-nos a surpreendente história de Isabel de Borgonha, a única mulher da chamada Ínclita Geração, cantada por Luís de Camões, n´ “Os Lusíadas”. 

A Ínclita Geração é a geração perfeita, os filhos de Avis, de D. Filipa de Lencastre e D. João I, que marcaram, cada um à sua maneira, a História de Portugal. Dela fazem parte D. Duarte, rei de Portugal, o infante D. Henrique, O Navegador, impulsionador dos Descobrimentos, D. Fernando, morto no cativeiro em Fez à mão dos mouros, D. João, condestável do Reino, D. Pedro, duque de Coimbra, regente do reino, morto na batalha de Alfarrobeira, e Isabel de Borgonha, a infanta que levou Portugal ao mundo. É através dos olhos da infanta que olhamos para Portugal e para cada um dos seus irmãos.

Um romance empolgante que acompanha a vida desta mulher do século XV, que assumiu com inteligência e determinação o seu papel no governo de Borgonha urdindo alianças com França e Inglaterra, que procurou salvar Joana d' Arc da morte, abriu os braços aos sobrinhos fugidos de Portugal, num período de tumultos e divisões. Foi aliada das descobertas do infante D. Henrique, assistindo impotente à morte do seu querido irmão D. Fernando às mãos dos infiéis… Uma mulher que nunca esqueceu que era filha de Filipa de Lencastre e princesa de Portugal.

EDITORA:  A Esfera dos Livros

Sugestão: Manuela Silva

 

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