Mensagem do Presidente do Conselho Geral

Abertura do ano escolar 2020-2021

Caros colegas, espero que tenham passado umas férias agradáveis e aprazíveis, depois de um final de ano letivo, com sobrecarga de trabalho a todos os níveis, como nós sabemos. Dar as boas vindas a novos colegas e um bom regresso a quem volta.

Mais uma vez um novo ano letivo vai começar e temos pela frente vários cenários que o futuro nos reservará. Uma coisa, porém, é certa: deverá continuar a ser atípico, com a vantagem de se poderem prever resposta adequadas e a tempo. A evolução epidemiológica o dirá.

Caríssimos colegas, o ofício de professor é complexo, repleto de muitos aspetos positivos, mas também de alguns negativos. Desfrutamos das coisas boas e aproveitamos as más para evoluir enquanto ser humano.

A nossa principal meta como docentes é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que sejam criativos, inventores e descobridores, a outra meta é formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe.

Temos de sentir paixão pelo que realizamos, de ser autênticos, porque ser professor é um desafio grandioso que nos obriga a dar, sempre, o melhor de nós mesmos. William Ward escreveu “o professor medíocre conta, o bom professor explica, o professor superior demonstra e o grande professor inspira”.

Como todos sabemos numa escola democrática devemos ter em conta o bem-estar dos alunos e o sucesso das suas aprendizagens, pois só desta forma a educação se apresentará ao serviço daqueles que a constituem e, para isso, será imperativo o desenvolvimento de esforços conjuntos de análise e de reflexão, acerca das medidas adequadas à situação de cada população estudantil. É óbvio que os horários dos alunos estão em primeiro lugar do que qualquer horário docente.

Nos dias que correm ser docente é ser valente, por várias razões. Por isso temos de ter como características o conhecimento, o tato pedagógico, a responsabilidade profissional e o compromisso social. Para além da empatia do nosso dia-a-dia com os alunos, de ter uma postura otimista e outras tantas coisas demais, é necessário, sempre que oportuno, estabelecer uma relação humanizada e de confiança. O humor é um meio de transformar as dificuldades em oportunidades. É fundamental, também, manter a autoridade sem ser autoritário.

Caríssimos amigos da luta, criticar por criticar, denegrir por denegrir a imagem de alguém é um desrespeito para qualquer classe que se preze.

À partida os papéis estão definidos para todos os atores (Pessoal Docente, Pessoal Não Docente e Alunos, etc.). No palco da vida e no palco da escola, longe vão os tempos em que ser-se professor era um papel fácil. Por isso mesmo, temos que nos lembrar que não estamos sozinhos no palco e que ao nosso lado temos vários atores (alunos), e, assim, temos de interiorizar a nossa personagem. Decoremos as deixas. Ensaiar as vezes necessárias. E nunca esquecer, trata-se de uma peça conjunta, não de um monólogo.
É fundamental valorizar a diversidade humana escolar como forma de enriquecimento de todos os alunos. Temos que dar sempre mais atenção à pessoa do que ao erro que ela cometeu. O erro passa, mas a pessoa tem ainda uma vida inteira pela frente.

Fernando Pessoa escreveu: “Há duas formas para viver a vida. Uma é acreditar que não existe milagre. A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre”.

E para finalizar, esta é de José Saramago: “Sabemos muito mais do que julgamos, podemos muito mais do que imaginamos”.

Excelente ano letivo para todos.

Presidente do Conselho Geral

Victor de Sousa