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A educação sexual não se pode limitar a aspetos meramente informativos. A mesma, exige um debate de ideias sobre valores pessoais e deve facultar aos seus destinatários os dados necessários para que construam o seu próprio quadro de referências. (Professora Doutora Orquídea Lopes- Coordenadora do PES)

Hoje em dia, os adolescentes podem obter facilmente informação acerca de temas relacionados com a sexualidade, o que não significa que estejam informados e as suas escolhas sejam as mais acertadas. Muitos iniciam a vida sexual demasiado cedo, não utilizam preservativo, contraem infeções sexualmente transmissíveis (IST) e engravidam.

A precocidade das primeiras experiências sexuais, associada à idade cada vez mais tardia do primeiro relacionamento longo e estável, alargou o período de relações sexuais instáveis e aumentou a proliferação de IST. As IST podem ser bacterianas (gonorreia ou clamídia), ou virais (herpes genital ou VIH/SIDA) e são cada vez mais diversificadas e graves, constituindo uma ameaça, não só à fertilidade como também à própria vida. Portugal é o quinto país da comunidade europeia com uma taxa de prevalência de infeção pelo vírus VIH entre a população dos 15 aos 24 anos de idade. Os adolescentes são um alvo preferencial, dada a sua vulnerabilidade biológica e psíquica. Do ponto de vista biológico destaca-se a fragilidade do epitélio do colo do útero, o que o torna mais permeável a infeções, comparado com um útero maduro. A vulnerabilidade psíquica traduz-se na procura da identidade sexual própria desta faixa etária, com tendência para a experimentação e multiplicidade de parceiros.

Nascem diariamente em Portugal uma média de 12 bebés, de mães adolescentes. Para uma adolescente, uma gravidez indesejada pode significar a interrupção de muitos projetos. A aprendizagem sobre a escolha de uma sexualidade saudável pode contribuir para ajudar os adolescentes a tomarem decisões mais adequadas. Quanto mais informação e competências os adolescentes tiverem, mais condições terão para fazer escolhas corretas e ajustadas aos seus objetivos de vida.

A escola pode oferecer uma educação mais profissional, sistemática e programada, ordenada em ciclos, bem fundamentados. É esse um dos objetivos do grupo Programa de Educação para a Saúde

Saber onde procurar informação, como, a quem e porquê, é dar sentido, é ajudar na descoberta.

Orquídea Lopes Coordenadora PES

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